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2 de agosto de 2011

Leite Materno: o melhor alimento para o seu bebê


LEITE MATERNO: O melhor alimento para o seu bebê.

Bahiana



1º de agosto – Dia Mundial da Amamentação. Conheça a importância da amamentação, os principais cuidados e mitos sobre a amamentação.


"A amamentação é a forma de a criança receber nutrientes importantes que ajudam no seu desenvolvimento, bem como transfere células com ação imunológica que protegem a criança contra algumas doenças".
A data foi criada para promover o exercício da amamentação natural com o objetivo de combater a desnutrição infantil e possibilitar a criação de bancos de leite para as crianças que não podem ser amamentadas por suas mães.


Alem dos laços afetivos com a mãe, a amamentação é a forma de a criança receber nutrientes importantes que ajudam no seu desenvolvimento, bem como transfere células com ação imunológica que protegem a criança contra algumas doenças. O leite materno é de fácil digestão e é o mais completo alimento para o bebê até o sexto mês de vida. A amamentação fortalece a musculatura da boca e da face da criança, melhorando o desempenho das funções de sucção, mastigação, deglutição e fala.


Para amamentar, a mulher deve tomar alguns cuidados como:


1.    Conservar os seios sempre arejados.
2.    Limpar o mamilo e a aréola com água fervida antes e depois da amamentação.
3.    Em caso de rachaduras, continuar amamentando o bebê pelo seio menos ferido, retirando o leite do lado afetado por expressão manual.
4.    Não usar pomadas no local da rachadura. Utilizar o próprio leite, que também funciona como um excelente cicatrizante nesses casos.
5.    Caso o seio fique duro e/ou empedrado, procurar usar sempre sutiã, suspender bem os seios para facilitar a saída do leite e amamentar com maior frequência.
6.    Caso a mamas fiquem muito cheias, massagear e retirar o excesso de leite para facilitar a sucção pela criança.
7.     Fazer massagens nas mamas com a polpa dos dedos em movimentos circulares no sentido da aréola para o tórax.


O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Organização Mundial de Saúde (UNICEF/OMS) recomendam que a criança seja amamentada exclusivamente com o leite materno nos primeiros seis meses de vida, quando, então, começa a associar outros alimentos. Se possível deve-se amamentar a criança até os dois anos de idade.


Uma das principais causas de desmame é a mastite. A mastite é a inflamação da mama, que pode evoluir para uma infecção bacteriana. Seus principais sinais e sintomas são a febre, calafrios, cansaço generalizado e mamas avermelhadas, sensíveis, doloridas, quentes e endurecidas. A mastite é iniciada pela eliminação de leite menor do que a produção, quando o bebê não esvazia completamente a mama, mais comumente pela pega incorreta do bebê. Na mastite bacteriana não se sabe ao certo como a bactéria penetra na mama, sendo, uma das possibilidades, pelas rachaduras nos mamilos.
O tratamento para a mastite deve ser iniciado o mais rápido possível para impedir sua evolução com formação de abscesso mamário, que exige cirurgia e é feita com uso de antibióticos, analgésicos, se necessário, amamentação, compressas quentes e/ou frias e massagens seguida de ordenha. Para prevenir a mastite é importante não permitir o acúmulo de leite nos ductos mamários, expor as mamas diretamente ao sol diariamente, antes das 10h, esfregar suavemente bucha vegetal no mamilo e aréola durante o banho para tornar a pele mais resistente. 


Existem muitos mitos associados à amamentação.


1.    Existe leite fraco? Não existe. Está relacionado com o fato de o bebê querer mamar com muita frequência, pela rápida digestão do leite humano.
2.    Amamentar faz as mamas caírem? Não.  Isso pode ocorrer quando não se usa o suporte adequado para as mamas, mudanças bruscas de peso da mulher e tendência genética.
3.    Mamas volumosas produzem mais leite que as mamas pequenas: Não. O leite é produzido fisiologicamente em qualquer mama.
4.    Existem mamas que produzem pouco leite? Não. Pode ocorrer se a mulher limitar as mamadas, já que a sucção do bebê mantém a produção de leite. Uma boa alimentação e hidratação fazem as mamas produzirem o leite normalmente. Entretanto algumas mulheres apresentam uma real baixa de produção ou escassez de leite.
Os problemas que podem gerar essa verdadeiramente baixa ou nenhuma produção de leite são os seguintes:
a.    Hipotiroidismo: O tratamento adequado resolve o problema.
b.    Retenção de placenta: Com a expulsão da placenta, a produção se normaliza.
c.    Agenesia do tecido mamário: Rara atrofia das mamas. Não impede a amamentação, mas a produção é baixa.
d.     Cirurgia de redução mamária: Há mães que conseguem amamentar, outras não, e outras conseguem com o recurso da complementação.
e.    Síndrome de Sheehan: Necrose da hipófise. A mulher não produz leite.
f.    Déficit congênito de prolactina: Ausência do hormônio produtor de leite. Doença raríssima.
g.    Desnutrição grave: O estado de desnutrição pode levar à diminuição da produção de leite.
Então, mamãe, viu como é importante se cuidar e amamentar o seu bebê?


Autor(es)

  • Roberto Hoskel Azoubel / CRM 7340

    Graduação: Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco Residência médica: Hospital A. C. Camargo (Hospital do Câncer de São Paulo) Títulos de especialista em Mastologia e Cancerologia. Ocupações atuais: coordenador do Serviço de Mastologia do Cican – Centro Estadual de Oncologia da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e mastologiasta do Ambulatório Docente-Assistencial da Bahiana
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